Amig@s Professor@s, das Favelas, dos Sindicatos de Trabalhadores e de outros Movimentos Sociais:
Esse é um Boletim especial e um pouco maior. Mas tem apenas 564 palavras. Explicamos.
m amigo lançará seu filme num pequeno circuito comercial de cinemas, inclusive no Rio de Janeiro (ver abaixo). Pretendo que muitas pessoas,
pelo menos, saibam desse fato.
Claro que não estou envolvido comercialmente com ele.
Minha intenção é ser colaborativo no sentido de dividir com todos uma informação relevante que recebi, poder de fato contribuir com parte da população para que ela tenha o Direito (Humano) de saber da existência de um filme, sem grande aparato comercial no seu lançamento.
Ele trata da trajetória da Seleção Brasileira Campeã da Copa do Mundo de 1958 e da sua repercussão para a auto-estima dos brasileiros naquele ano em que já estava anunciada a construção de Brasília (enorme desafio), a bossa nova era oficialmente criada, a sociedade respirava democracia e ganhava sua primeira Fábrica Nacional de Motores (FNM), começaram a circular fusquinhas pelo país afora. O cinema nacional também dava passos decisivos e notórios no Rio, em São Paulo e também no restante do país com menor repercussão.
Pergunta:Todos que tiverem tempo têm como potencializar esse lançamento através da INTERNET COLABORATIVA ou outros meios?
Por favor, enviem suas sugestões para esse endereço eletrônico ou para o "meu" blog: http://luizduduazevedo.blogspot.com/
Como já escrevi, todos temos o Direito Humano de compartilhar comunicação. Logo:
1. pelo menos de saber e repassar a informação que o filme vai ser exibido; 2. de tomar conhecimento da informação sem ter que depender exclusivamente dos grandes meios de comunicação que cobram caro para fazer esse tipo de divulgação; 2.1 e assim não ajudam que muitas produções artísticas cheguem a todos nós; 2.2 e também acabam por selecionar através do potencial de comunicação e do poder econômico de cada filme o que veremos ou não.
Temos ainda o Direito Humano: 3. de saber do que ele trata (qual é o tema que o filme aborda); 4. de decidir se iremos vê-lo ou não; 5. de discutir e compartilhar com nossa rede de relacionamento a opinião que temos sobre o filme (boca a boca, presencial e virtual); 6. ao discutir, poderemos exercer o direito de aprofundar nossa opinião, critérios, valores sobre o que acabamos de assistir.
Resumidamente, o bom da arte é que ela nos remete a conhecer outras experiências que não vivemos. E ainda, saber a versão do autor da obra. Discutir de forma solidária, em rede presencial e virtual é a terceira etapa dessa possibilidade de enriquecer o imaginário, a subjetividade, o conhecimento e a percepção do mundo, da sua história, da memória acumulada e que deve ser socializada.
É para os fins apontados acima, que "serve" a Internet Colaborativa.
A seguir o comunicado que recebi e compartilho com tod@s vocês.
Abraços, Luiz Fernando Dudu Azevedo
Amigas e amigos,
Após seis anos de trabalho, vai para as telas dos melhores cinemas do Brasil, em junho próximo, o “1958 o ano em que o mundo descobriu o Brasil”. É um filme de admiração aos grandes heróis do futebol brasileiro. Espero que gostem e me ajudem a divulgar. O trailer está no you tube. Obrigado. José Carlos
http://www.youtube.com/watch?v=NgILcNI5X2k
Palmares Produções e JornalismoRua Prudente de Morais, 985 - 1202Ipanema - Rio de Janeiro - RJ - BrasilCep 22420-041Tel: (+5521) 2267-2352Fax: (+5521) 2525-3652
josecarlos@palmaresproducoes.com.brmailto:2525-3652josecarlos@palmaresproducoes.com.brwww.copa58.com.br
segunda-feira, 19 de maio de 2008
terça-feira, 6 de maio de 2008
Mini-boletim 6 - Rede Colaborativa em 200 palavras: fim dos líderes e o resgate dos relacionamentos humanos
Amig@s,
Nesse Boletim resolvi apenas reproduzir um texto. Para que dar a falsa idéia que sou pioneiro no que escrevo?
No último boletim do Instituto ETHOS, tem instigante entrevista com Humberto Maturana onde ele propõe o fim dos líderes e o resgate dos relacionamentos humanos nas empresas. Junto om Ximena Dávila, fundou no Chile o Instituto Matriztico, no qual trabalham com organizações humanas. Concordo em muitas partes com ele. Apenas introduzo no meu discurso a Internet Colaborativa na formação de uma rede Virtual Solidária que pode funcionar como Marketing Social/Empresarial. Mas os "fundamentos" são os mesmos.
Por exemplo, eles afirmam:
"(...) E outras formas são aquelas nas quais diferentes pessoas interagem entre si, não em uma relação de autoridade e subordinação, não em uma relação de completa separação, mas fazendo coisas juntos. Este fazer coisas juntos pode conservar-se no prazer de fazê-las juntos ou derivar à subordinação ou à dispersão. Quando se conserva o prazer de fazer as coisas junto, se conversa. O que um diz não é uma exigência para os outros. É um convite, uma reflexão para gerar um fazer conjunto".
Leia mais em http://www.ethos.org.br/DesktopDefault.aspx?TabID=3345&Lang=pt-B&Alias=Ethos&itemNotID=8726
Por favor, comente no Boletim do ETHOs. E também em aqui nesse blog.
Abraços,
Luiz Fernando Dudu
Nesse Boletim resolvi apenas reproduzir um texto. Para que dar a falsa idéia que sou pioneiro no que escrevo?
No último boletim do Instituto ETHOS, tem instigante entrevista com Humberto Maturana onde ele propõe o fim dos líderes e o resgate dos relacionamentos humanos nas empresas. Junto om Ximena Dávila, fundou no Chile o Instituto Matriztico, no qual trabalham com organizações humanas. Concordo em muitas partes com ele. Apenas introduzo no meu discurso a Internet Colaborativa na formação de uma rede Virtual Solidária que pode funcionar como Marketing Social/Empresarial. Mas os "fundamentos" são os mesmos.
Por exemplo, eles afirmam:
"(...) E outras formas são aquelas nas quais diferentes pessoas interagem entre si, não em uma relação de autoridade e subordinação, não em uma relação de completa separação, mas fazendo coisas juntos. Este fazer coisas juntos pode conservar-se no prazer de fazê-las juntos ou derivar à subordinação ou à dispersão. Quando se conserva o prazer de fazer as coisas junto, se conversa. O que um diz não é uma exigência para os outros. É um convite, uma reflexão para gerar um fazer conjunto".
Leia mais em http://www.ethos.org.br/DesktopDefault.aspx?TabID=3345&Lang=pt-B&Alias=Ethos&itemNotID=8726
Por favor, comente no Boletim do ETHOs. E também em aqui nesse blog.
Abraços,
Luiz Fernando Dudu
domingo, 20 de abril de 2008
Mini-boletim 5 - Internet e TV Colaborativas: temas políticos
Amig@s,
Como os trabalhos na Rede Colaborativa através da Internet ou de uma TV Interativa (principalmente se esta for pública) ainda são recentes - embora o tema não o seja, achamos importante reiterar alguns comentários.
A pretensão da Rede Colaborativa é realizar um trabalho de Comunicação não tradicional e não autoritário porque solidário, entre emissor e receptor, entre um usuário da rede e outro, ou entre uma instituição e sua “clientela” e desses entre si. Qualquer pessoa pode fazer parte dessa Rede, comunicando e educando.
No caso de uma instituição, a intenção de sua direção em construir redes deve, é claro, ser articulada com o setor de Comunicação. Melhor, deve ter uma ligação direta com o sonho político institucional.
Pela importância estratégica, esse setor também merece ser apoiado pelos outros profissionais especialistas que ali trabalham, que produzem conteúdos mais de acordo com a vocação da instituição.
É certo que não será nesse Mini-Boletim que iremos esgotar o tema.
Porque, é claro que não estamos tratando apenas de comunicação e sim principalmente de outro tema que também interessa: política em rede.
Continuando: estamos falando de comunicação, e de política não partidária, atividade pública exclusivamente exercida por humanos sujeitos de Direitos: política social, política sanitária, política educacional, política empresarial...! A comunicação, mais do que informar aos outros, mais do que servir à auto-referência de uma organização (fizemos isso e aquilo e nosso presidente esteve presente sei lá onde...), necessita entender profundamente da missão política institucional dessa organização em primeiro lugar. Em segundo lugar, deve saber tratar dos conceitos políticos que embasam essa missão. Em terceiro, precisa conhecer a teoria política que por sua vez credencia esses conceitos. Se não for pedir muito, deve ter, sobretudo, uma opinião própria. A comunicação não é uma “correia de transmissão”. Obediente.
O trabalho da comunicação em rede solidária se dará em instituições que têm uma missão política também solidária, integradora, participativa.
Meio tolo pensar que a TV será interativa porque poderemos selecionar a programação que nos interessa e assistir passivo apenas a ela, sem interferir em nada no seu conteúdo.
Mesmo que outra instituição pretenda apenas vender chinelos, se sua missão for exclusivamente o ato da venda, nenhum artifício será integrador. Não adianta a instituição “customizar” o produto, nem fornecer um “atendimento personalizado”, um “gerente exclusivo” que te olha nos olhos. Mais cedo ou mais tarde, o “cliente” vai descobrir que enviar uma mensagem para sua casa, dirigida a você, mencionando seu nome..., é apenas um jogo de corpo tecnológico: um software faz isso, não é humano; é desumano. Você não é realmente visto, sua opinião não interessa, não é sujeito de coisa alguma.
A esperança equilibrista é que algum dia essa forma equivocada “interativa de ser” seja descoberta.
E vai ser ruim constatar que em decorrência a verossimilhança da instituição pode sofrer um “certo” abalo por parte do “consumidor”.
Algumas empresas comerciais têm aplicado algumas estratégias de diálogo com seu público focal, com a intenção de subtrair informações que beneficiem sua área de negócios. Mas isso já é outro assunto.
Como os trabalhos na Rede Colaborativa através da Internet ou de uma TV Interativa (principalmente se esta for pública) ainda são recentes - embora o tema não o seja, achamos importante reiterar alguns comentários.
A pretensão da Rede Colaborativa é realizar um trabalho de Comunicação não tradicional e não autoritário porque solidário, entre emissor e receptor, entre um usuário da rede e outro, ou entre uma instituição e sua “clientela” e desses entre si. Qualquer pessoa pode fazer parte dessa Rede, comunicando e educando.
No caso de uma instituição, a intenção de sua direção em construir redes deve, é claro, ser articulada com o setor de Comunicação. Melhor, deve ter uma ligação direta com o sonho político institucional.
Pela importância estratégica, esse setor também merece ser apoiado pelos outros profissionais especialistas que ali trabalham, que produzem conteúdos mais de acordo com a vocação da instituição.
É certo que não será nesse Mini-Boletim que iremos esgotar o tema.
Porque, é claro que não estamos tratando apenas de comunicação e sim principalmente de outro tema que também interessa: política em rede.
Continuando: estamos falando de comunicação, e de política não partidária, atividade pública exclusivamente exercida por humanos sujeitos de Direitos: política social, política sanitária, política educacional, política empresarial...! A comunicação, mais do que informar aos outros, mais do que servir à auto-referência de uma organização (fizemos isso e aquilo e nosso presidente esteve presente sei lá onde...), necessita entender profundamente da missão política institucional dessa organização em primeiro lugar. Em segundo lugar, deve saber tratar dos conceitos políticos que embasam essa missão. Em terceiro, precisa conhecer a teoria política que por sua vez credencia esses conceitos. Se não for pedir muito, deve ter, sobretudo, uma opinião própria. A comunicação não é uma “correia de transmissão”. Obediente.
O trabalho da comunicação em rede solidária se dará em instituições que têm uma missão política também solidária, integradora, participativa.
Meio tolo pensar que a TV será interativa porque poderemos selecionar a programação que nos interessa e assistir passivo apenas a ela, sem interferir em nada no seu conteúdo.
Mesmo que outra instituição pretenda apenas vender chinelos, se sua missão for exclusivamente o ato da venda, nenhum artifício será integrador. Não adianta a instituição “customizar” o produto, nem fornecer um “atendimento personalizado”, um “gerente exclusivo” que te olha nos olhos. Mais cedo ou mais tarde, o “cliente” vai descobrir que enviar uma mensagem para sua casa, dirigida a você, mencionando seu nome..., é apenas um jogo de corpo tecnológico: um software faz isso, não é humano; é desumano. Você não é realmente visto, sua opinião não interessa, não é sujeito de coisa alguma.
A esperança equilibrista é que algum dia essa forma equivocada “interativa de ser” seja descoberta.
E vai ser ruim constatar que em decorrência a verossimilhança da instituição pode sofrer um “certo” abalo por parte do “consumidor”.
Algumas empresas comerciais têm aplicado algumas estratégias de diálogo com seu público focal, com a intenção de subtrair informações que beneficiem sua área de negócios. Mas isso já é outro assunto.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Mini-boletim 4: Internet Colaborativa, o caso da menina de 5 anos Isabella Nardoni (1,5 laudas)
Uma opinião que já declarei: a Internet Colaborativa deve ser entendida como meio fundamental e insubstituível para se propor o Marketing Social, Cultural ou Empresarial de qualquer empreendimento.
Naturalmente cada pessoa ou instituição vai decidir sempre se utilizará ou não da Internet Colaborativa para se comunicar com seu público preferencial: tudo bem!
O que fica cada vez mais difícil é acreditar que algo terá a justa visibilidade através de qualquer mídia tradicional que não dialogue.
Então, como fazer um site ter visibilidade?
Mesmo que essa iniciativa tenha uma imagem excelente e conteúdo pertinente, a tentativa de comunicação continuará sendo velha se não for incluir numa conversa dialógica as pessoas para quem se destina.
Estamos finalmente chegando ao que está sendo anunciado desde a década de 90: a internet permite que qualquer pessoa emita opinião. Reitero e acrescento o que já é sabido: permite que qualquer a pessoa emita sua própria opinião.
Pergunta: se cada pessoa pode emitir sua própria opinião sobre qualquer assunto, porque ela deve ficar acomodada e meio impotente olhando passivamente o que “os outros” têm a dizer?
Porque, por exemplo, tomar a atitude de visitar um site? Não é melhor fazer um blog e procurar seu público específico - aqueles interessados nos mesmos temas que ele para trocar com uma vasta, desconhecida e nova clientela, acreditando realmente que todos também têm saberes significativos adquiridos ao longo das suas existências e que vale a pena conhecer? Trocar ao invés do mero e limitado “informar”! Ou seja: porque “olhar para outros” se eles apenas querem dizer algo que atende aos seus interesses exclusivos, sejam interesses de mercado, sociais, culturais...?
Repito: se cada pessoa pode se transformar em sujeito ao declarar o que bem entende, se ele pode alcançar uma razoável e inédita visibilidade que lhe era de direito e foi negada, se ele pode começar a trocar informação / conhecimento / experiência sem intermediários ao invés de se comportar como mero consumidor, porque, por exemplo, apenas ler um jornal, quando é notório que essa mídia carrega sempre uma versão “interessada” dos fatos, unidirecional, não interativa, limitada?
O caso da menina Isabella Nardoni, exaustivamente “explorado” (essa é a palavra) pelos grandes meios de comunicação, dialoga com a população ou simplesmente informa, verticalmente, de cima para baixo?
Esse caso, pelos aspectos nele envolvidos, poderia criar uma discussão nacional compartilhada, interativa sobre civilidade, proteção à infância, Direitos Humanos, amor, sei lá mais o que. No lugar disso o que vemos são informações desejáveis mas muito restritas ao seus apelos emocionais e policiais do acontecimento. O caso humano se transforma em “caso”, notícia, falatório, extravagância, maluquice.
Voltando ao site: porque visitá-lo se ele também “informa verticalmente de cima para baixo”, como um jornal?
Quem nunca viu o site padrão? Aqui nesse site jaz uma instituição X, que tem a missão etc e tal bacanérrima, com a visão e o valor W / Y, que “saiu” na imprensa Z vezes.
É importante um site esclarecedor sobre uma instituição? É! Um site tem condições de ir além? Tem!
Ele pode ir além sim ao manifestar interesse em trocar saberes com aqueles que estão se transformando em produtores de conteúdos, divulgadores de conceitos originais, que pretendem um contato em rede, horizontal, sem dono.
Se dialogar e colaborar em rede solidária, pode criar vínculos. Se criar vínculos, será visitado! Nesse caso, o site divulgará a instituição que o originou.
Ou não?
O que você acha?
Abraços em tod@s vocês,Luiz Fernando Azevedo - Dudu
Naturalmente cada pessoa ou instituição vai decidir sempre se utilizará ou não da Internet Colaborativa para se comunicar com seu público preferencial: tudo bem!
O que fica cada vez mais difícil é acreditar que algo terá a justa visibilidade através de qualquer mídia tradicional que não dialogue.
Então, como fazer um site ter visibilidade?
Mesmo que essa iniciativa tenha uma imagem excelente e conteúdo pertinente, a tentativa de comunicação continuará sendo velha se não for incluir numa conversa dialógica as pessoas para quem se destina.
Estamos finalmente chegando ao que está sendo anunciado desde a década de 90: a internet permite que qualquer pessoa emita opinião. Reitero e acrescento o que já é sabido: permite que qualquer a pessoa emita sua própria opinião.
Pergunta: se cada pessoa pode emitir sua própria opinião sobre qualquer assunto, porque ela deve ficar acomodada e meio impotente olhando passivamente o que “os outros” têm a dizer?
Porque, por exemplo, tomar a atitude de visitar um site? Não é melhor fazer um blog e procurar seu público específico - aqueles interessados nos mesmos temas que ele para trocar com uma vasta, desconhecida e nova clientela, acreditando realmente que todos também têm saberes significativos adquiridos ao longo das suas existências e que vale a pena conhecer? Trocar ao invés do mero e limitado “informar”! Ou seja: porque “olhar para outros” se eles apenas querem dizer algo que atende aos seus interesses exclusivos, sejam interesses de mercado, sociais, culturais...?
Repito: se cada pessoa pode se transformar em sujeito ao declarar o que bem entende, se ele pode alcançar uma razoável e inédita visibilidade que lhe era de direito e foi negada, se ele pode começar a trocar informação / conhecimento / experiência sem intermediários ao invés de se comportar como mero consumidor, porque, por exemplo, apenas ler um jornal, quando é notório que essa mídia carrega sempre uma versão “interessada” dos fatos, unidirecional, não interativa, limitada?
O caso da menina Isabella Nardoni, exaustivamente “explorado” (essa é a palavra) pelos grandes meios de comunicação, dialoga com a população ou simplesmente informa, verticalmente, de cima para baixo?
Esse caso, pelos aspectos nele envolvidos, poderia criar uma discussão nacional compartilhada, interativa sobre civilidade, proteção à infância, Direitos Humanos, amor, sei lá mais o que. No lugar disso o que vemos são informações desejáveis mas muito restritas ao seus apelos emocionais e policiais do acontecimento. O caso humano se transforma em “caso”, notícia, falatório, extravagância, maluquice.
Voltando ao site: porque visitá-lo se ele também “informa verticalmente de cima para baixo”, como um jornal?
Quem nunca viu o site padrão? Aqui nesse site jaz uma instituição X, que tem a missão etc e tal bacanérrima, com a visão e o valor W / Y, que “saiu” na imprensa Z vezes.
É importante um site esclarecedor sobre uma instituição? É! Um site tem condições de ir além? Tem!
Ele pode ir além sim ao manifestar interesse em trocar saberes com aqueles que estão se transformando em produtores de conteúdos, divulgadores de conceitos originais, que pretendem um contato em rede, horizontal, sem dono.
Se dialogar e colaborar em rede solidária, pode criar vínculos. Se criar vínculos, será visitado! Nesse caso, o site divulgará a instituição que o originou.
Ou não?
O que você acha?
Abraços em tod@s vocês,Luiz Fernando Azevedo - Dudu
quinta-feira, 20 de março de 2008
Internet Colaborativa para Instituições com ou sem fins lucrativos
Os movimentos sociais cada vez mais trocam, dão exemplo e aprendem comunicação com as empresas.
Tudo que nós que estamos em favelas, sindicatos de trabalhadores, na educação pública etc, pensamos sobre a possibilidade de expansão dos movimentos sociais através da Comunicação Interativa, Virtual, Solidária, a Distância, em Rede, pode ser tranquilamente aproveitado pelas empresas para impulsionar seus negócios.
Acredito, embora não seja a minha especialidade, que o contrário também é verdadeiro: devemos conhecer as experiências desenvolvidas pelas empresas e seus setores de Marketing e aproveitar, nunca de forma mecânica, o aprendizado que estão acumulando no âmbito das Tecnologias de Informação e Comunicação, em particular mas não exclusivamente no que se refere à internet.
O poder inédito e cada vez mais ampliado de enormes Redes Horizontais, virtuais, conectadas a internet, unindo pessoas e capital intelectual coletivo dentro e inclusive fora das instituições com/sem fins lucrativos já pode fornecer uma nova maneira de gestão de empreendimentos sociais e de negócios.
Isto porque tomar decisões num cenário sempre de incertezas (“Graças a Deus”) cada vez mais depende de como o pessoal interno de uma determinada instituição interpreta as demandas virtuais ("externas") da sua clientela considerando as modernas práticas democráticas de troca de informações.
Essas trocas quando valorizadas têm o poder de influenciar decisões estratégicas, podem mudar o planejamento de relacionamento, produção e adoção de novas medidas, atitudes políticas e acreditamos de produtos e serviços para a sociedade.
As instituições podem aproveitar essa oportunidade, pois já sabem que as Redes sem hierarquia de pessoas e departamentos criam fluxos de informação e inovação de formato livre, gratuito, que permitem uma forma de gestão permeável (sem o controle tradicional limitante do chefe "cheio de autoridade") onde escalas do poder flexíveis permitem potencial criativo e decisório infinito.
Ou seja, contar com um grupo maior de pessoas com grau crescente de influência nos resultados, decisões e direção institucional. O que vale para os negócios vale também para uma Fundação Cultural, para ações de Responsabilidade Empresarial Social, para ONGs, grupos dedicados à luta pelos Direitos Humanos, para a Universidade Particular..., respeitando sempre as devidas especificidades.
Para a empresa e a ONG é fundamental manter hiper-conexão com a sociedade, fazer parte de diversas comunidades, fóruns ou tribos. Saber ouvir, mapear redes de valores externos, relevar o que parece uma possível informação ou conhecimento fora do contexto mas que pode ser relevante, útil, aplicável e reproduzível. Enfim, identificar elementos fundamentais para dar sustentação aos trabalhos, repetimos, sejam eles sociais ou comerciais.
A instituição conectada vai intensificar o compartilhamento de informações, conhecimentos e experiências entre grupos diferentes fora e dentro dela mesma, direcionar a tomada de decisão com embasamento real e poderá aumentar se quiser a atualização permanente da configuração dos objetivos principais de seus projetos e negócios.
Claro que para isso é fundamental reconhecer os profissionais que buscam relações ampliadas de contato bidirecional com a sociedade, principalmente aqueles que estão fortemente ligados a outras comunidades: esses fornecerão subsídios estratégicos para avaliação de cenários de impactos e riscos conjunturais e estruturais atualizados, e ajudarão na escolha de novas opções de operação política e gerencial da instituição.
Tudo que nós que estamos em favelas, sindicatos de trabalhadores, na educação pública etc, pensamos sobre a possibilidade de expansão dos movimentos sociais através da Comunicação Interativa, Virtual, Solidária, a Distância, em Rede, pode ser tranquilamente aproveitado pelas empresas para impulsionar seus negócios.
Acredito, embora não seja a minha especialidade, que o contrário também é verdadeiro: devemos conhecer as experiências desenvolvidas pelas empresas e seus setores de Marketing e aproveitar, nunca de forma mecânica, o aprendizado que estão acumulando no âmbito das Tecnologias de Informação e Comunicação, em particular mas não exclusivamente no que se refere à internet.
O poder inédito e cada vez mais ampliado de enormes Redes Horizontais, virtuais, conectadas a internet, unindo pessoas e capital intelectual coletivo dentro e inclusive fora das instituições com/sem fins lucrativos já pode fornecer uma nova maneira de gestão de empreendimentos sociais e de negócios.
Isto porque tomar decisões num cenário sempre de incertezas (“Graças a Deus”) cada vez mais depende de como o pessoal interno de uma determinada instituição interpreta as demandas virtuais ("externas") da sua clientela considerando as modernas práticas democráticas de troca de informações.
Essas trocas quando valorizadas têm o poder de influenciar decisões estratégicas, podem mudar o planejamento de relacionamento, produção e adoção de novas medidas, atitudes políticas e acreditamos de produtos e serviços para a sociedade.
As instituições podem aproveitar essa oportunidade, pois já sabem que as Redes sem hierarquia de pessoas e departamentos criam fluxos de informação e inovação de formato livre, gratuito, que permitem uma forma de gestão permeável (sem o controle tradicional limitante do chefe "cheio de autoridade") onde escalas do poder flexíveis permitem potencial criativo e decisório infinito.
Ou seja, contar com um grupo maior de pessoas com grau crescente de influência nos resultados, decisões e direção institucional. O que vale para os negócios vale também para uma Fundação Cultural, para ações de Responsabilidade Empresarial Social, para ONGs, grupos dedicados à luta pelos Direitos Humanos, para a Universidade Particular..., respeitando sempre as devidas especificidades.
Para a empresa e a ONG é fundamental manter hiper-conexão com a sociedade, fazer parte de diversas comunidades, fóruns ou tribos. Saber ouvir, mapear redes de valores externos, relevar o que parece uma possível informação ou conhecimento fora do contexto mas que pode ser relevante, útil, aplicável e reproduzível. Enfim, identificar elementos fundamentais para dar sustentação aos trabalhos, repetimos, sejam eles sociais ou comerciais.
A instituição conectada vai intensificar o compartilhamento de informações, conhecimentos e experiências entre grupos diferentes fora e dentro dela mesma, direcionar a tomada de decisão com embasamento real e poderá aumentar se quiser a atualização permanente da configuração dos objetivos principais de seus projetos e negócios.
Claro que para isso é fundamental reconhecer os profissionais que buscam relações ampliadas de contato bidirecional com a sociedade, principalmente aqueles que estão fortemente ligados a outras comunidades: esses fornecerão subsídios estratégicos para avaliação de cenários de impactos e riscos conjunturais e estruturais atualizados, e ajudarão na escolha de novas opções de operação política e gerencial da instituição.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Mini boletim 2: Comunicação Social, Virtual, Solidária em 188 palavras
Um amigo concorda com o que escrevi no Mini Boletim1 (abaixo) e pergunta: o que e como fazer para incentivar a produção de conteúdo pelos usuários?
O terceiro parágrafo do boletim anterior responde de forma breve às duas questões: troca, incentivo, querer que o site (colaborativo) seja apropriado, acreditar no outro e na democracia. Mas devem existir outras experiências e respostas além do que proponho, não é mesmo?
Tratei antes e agora de princípios: não creio que adiante muito a instituição se dedicar apenas a produzir conteúdo. Isso reproduz “singelamente“ as formas mais elementares, pouco participativas e unidirecionais de uma visão antiquada de comunicação.
Devemos parar um pouco de produzir conteúdo “para os outros” e dialogar “com” eles para entender o que é que todos nós precisamos saber.
Como escrito no boletim1 isso pode ser feito inicialmente até com a simples troca de mensagens. Ou seja, um pouquinho mais de trabalho é exigido.
Nessa troca veremos que muitos também têm o que dizer. Que tal convidá-los a “dizer”? Passar a bola?
Vamos conversar mais? Escreva para o blog: http://luizduduazevedo.blogspot.com
Abraços em tod@s vocês,
Luiz Fernando Azevedo - Dudu
O terceiro parágrafo do boletim anterior responde de forma breve às duas questões: troca, incentivo, querer que o site (colaborativo) seja apropriado, acreditar no outro e na democracia. Mas devem existir outras experiências e respostas além do que proponho, não é mesmo?
Tratei antes e agora de princípios: não creio que adiante muito a instituição se dedicar apenas a produzir conteúdo. Isso reproduz “singelamente“ as formas mais elementares, pouco participativas e unidirecionais de uma visão antiquada de comunicação.
Devemos parar um pouco de produzir conteúdo “para os outros” e dialogar “com” eles para entender o que é que todos nós precisamos saber.
Como escrito no boletim1 isso pode ser feito inicialmente até com a simples troca de mensagens. Ou seja, um pouquinho mais de trabalho é exigido.
Nessa troca veremos que muitos também têm o que dizer. Que tal convidá-los a “dizer”? Passar a bola?
Vamos conversar mais? Escreva para o blog: http://luizduduazevedo.blogspot.com
Abraços em tod@s vocês,
Luiz Fernando Azevedo - Dudu
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Mini boletim 1: Comunicação Social, Virtual, Solidária em 182 palavras
Amig@s,
Um sítio (site) com finalidade social não se realiza apenas pelo seu design, pela exatidão das suas informações e pela relevância dos conhecimentos que pretende discutir ou transmitir. A missão elogiável da instituição que o criou também não é suficiente para que ele seja acessado!
Seu poder de Meio de Comunicação será reduzido se contar apenas com esses recursos. Será pouco dinâmico e com poder de divulgação irrelevante.
Sugiro que para ser visitado o sítio deverá atender a algumas condições: seu conteúdo deve chegar à sociedade através da troca de mensagens com os interessados e desses entre si: seus “leitores” precisam ser incentivados a produzir conteúdo e assim se apropriarem dessa mídia; a instituição que o produz necessita acreditar na capacidade do outro de produzir saber , na democracia e na participação.
Apenas isso resolve? Acho que não.
Você gostaria de acrescentar algo ao texto acima quando tiver tempo? Pode ser econômic@ de palavras, se quiser! Escreva para meu blog: http://luizduduazevedo.blogspot.com
Como diz nosso povo:
“vai na fé”!
Abraços em todos vocês,Luiz Fernando Azevedo - Dudu
Um sítio (site) com finalidade social não se realiza apenas pelo seu design, pela exatidão das suas informações e pela relevância dos conhecimentos que pretende discutir ou transmitir. A missão elogiável da instituição que o criou também não é suficiente para que ele seja acessado!
Seu poder de Meio de Comunicação será reduzido se contar apenas com esses recursos. Será pouco dinâmico e com poder de divulgação irrelevante.
Sugiro que para ser visitado o sítio deverá atender a algumas condições: seu conteúdo deve chegar à sociedade através da troca de mensagens com os interessados e desses entre si: seus “leitores” precisam ser incentivados a produzir conteúdo e assim se apropriarem dessa mídia; a instituição que o produz necessita acreditar na capacidade do outro de produzir saber , na democracia e na participação.
Apenas isso resolve? Acho que não.
Você gostaria de acrescentar algo ao texto acima quando tiver tempo? Pode ser econômic@ de palavras, se quiser! Escreva para meu blog: http://luizduduazevedo.blogspot.com
Como diz nosso povo:
“vai na fé”!
Abraços em todos vocês,Luiz Fernando Azevedo - Dudu
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